Automedicação!!

Atualizado: Set 14

Automedicação:


Se você tem o hábito de tomar remédios por conta própria, você está se automedicando. Vista muitas vezes como uma solução para alívio imediato de alguns sintomas, a automedicação pode trazer consequências graves, como piorar uma doença. Usando medicamentos de forma incorreta, alguns sintomas podem ficar mascarados.

Vamos imaginar um antibiótico sendo utilizado de maneira incorreta. O risco de facilitar o aumento da resistência de microrganismo é muito grande, o que comprometerá a eficácia de um tratamento.

Todo medicamento apresenta riscos associados ao seu consumo e seu uso deve ser baseado na relação risco/benefício.

Os benefícios para o usuário devem superar os riscos associados ao uso do produto. Essa avaliação deve ser realizada por profissional médico, de acordo com as características do paciente e do conhecimento que se tem sobre a doença.

Nesta época de pandemia, houve um aumento significativo da procura por medicamentos, devido ao pânico das pessoas em relação ao novo Coronavírus.

Pesquisas recentes realizadas pelo Conselho Federal de Farmácia(CFF) reforça a preocupação com o tema e constata que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros que fazem uso de medicamentos.



Os medicamentos mais utilizados na automedicação:


Paracetamol, Dipirona, Ácido Acetilsalicílico, Ácido Acetilsalicílico infantil, Sal de frutas, Omeprazol, Descongestionante Nasal, Antigripais, antialérgicos e Anti-inflamatórios.



Por que as pessoas se automedicam:


Provavelmente, a principal causa, está relacionado ao aspecto cultural, em que tomar remédio por conta própria, aliviará a dor de imediato. Além disto, existe a questão publicitária, que promove marcas de medicamentos como algo comum de se usar.

Sempre tem um amigo ou parente que acaba indicando um medicamento para você, dizendo que tiveram os mesmos sintomas. Mas lembre-se que doenças diferentes podem ter sintomas ou sinais parecidos e você poderá utilizar um medicamento que poderá prejudicar ainda mais a sua saúde.


Notificação:


Para identificar novos riscos, a ANVISA solicita que profissionais de saúde e a população em geral, notifiquem as suspeitas de eventos adversos, mesmo sem ter a certeza da associação com o medicamento.

Os eventos devem ser notificados no VigiMed que é um sistema disponibilizado pela Anvisa para cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos, relatarem as suspeita de eventos adversos aos medicamentos e às vacinas.. É importante identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote, sendo fundamental para subsidiar a análise pelas equipes especializadas.


Lembre-se, a automedicação pode mascarar um sintoma e dificultar o diagnóstico de uma doença mais grave, pode causar efeitos colaterais, intoxicação e até levar a morte.

Diga não à automedicação.



José Eduardo Mariano

Farmacêutico-Bioquímico, graduado pela Universidade São Francisco - USF

Servidor Público da Secretaria da Saúde de Atibaia desde 1994. Coordenou o Departamento de Vigilância em Saúde entre 2016 a 2020 e atualmente é responsável pela fiscalização sanitária de medicamentos e insumos farmacêuticos.

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