Setembro AMARELO!

Olá, meu nome é Cristiane Garcia, tenho 43 anos , sou mãe , fotógrafa e trabalho com marketing do Colegio Atibaia, e estou mais uma vez aqui com vocês !

O nosso papo de hoje é sério e merece a nossa atenção.


Então vamos lá !


Para começarmos a nossa troca de figurinhas pense e responda :

- Você sabe o que é Setembro Amarelo ?

- Você conhece alguém com depressão ?

- Você sabe como ajudar ?

São muitas perguntas não é?

Mas vale a pena a reflexão antes de iniciarmos a nossa conversa.


Eu já passei por maus bocados dessa doença.

Eu não sabia nada, não reconheci o que estava acontecendo comigo.

Peregrinei há vários médicos procurando entender.


Hoje tenho conhecimento da doença, do que ela causa, e posso te contar e quem sabe ajudar um pouquinho.


Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, que existe desde 2015.

Segundo o relatório da OMS, a depressão no Brasil já é a 2º maior causa de incapacidade.

São mais de 11 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença.

Para ver !

A doença é mais comum do que você pode imaginar.

A doença quando não levada a sério, diagnosticada e tratada, pode gerar graves consequências físicas, mentais, emocionais e comportamentais.

Pode agravar e tornar-se muito preocupante.

De acordo com a OMS, nas últimas décadas, observa-se o crescimento absurdo de suicídio no Brasil especialmente entre os jovens e vale o alerta sobre o conhecimento do assunto.

A principal forma de começarmos a formar um grupo de apoio é levando informações e cultura às pessoas.

O estigma relacionado a saúde mental é inegável.

Apesar dos avanços, não podemos ignorar que ainda há preconceitos e tabus relacionados à saúde mental.

A depressão é uma doença que humilha.

Somente quem passou ou passa consegue entender de fato a força que ela tem.

A gente fica à deriva, fica sem porto, sem âncora e vulneráveis.

Eu tenho ainda gravado em minha mente cenas de verdadeiro terror, medo, angústia que a doença causou.

Quando me recordo das crises de pânico que passei me sinto envergonhada.

Como se eu não tivesse no controle da minha própria vida.

Recordo que já tive que sair do cinema em meio de um filme, já tive palpitação num simples almoço de família e até fui embora da formatura do meu sobrinho por estar tendo uma crise.

Lembro da minha filha na época adolescente ( criança ainda ) tentando me acalmar.

Só falando: - vai passar.

Ela sofreu muito com a doença, assim como todos os meus.

Essa é uma doença que fere a família inteira.

Os lugares fechados, lotados, me faziam sentir falta de ar, palpitação e um sentimento estranho que a morte estava entrando em mim.

Ninguém fazia ideia do que eu sentia e o

quanto o medo de novas crises me paralisava.

Quantos meses e anos da minha vida sem diagnóstico me enterraram.

Quantas vezes chorei sozinha, o desespero era tanto. Era grande demais.

Mas como eu devo a minha filha, ao meu marido, a minha família, aos meus amigos …

Mas, tudo isso, todas as lutas, todos os medos, todas as angústias …

Eu estou aqui para te contar que passa, que podemos superar a depressão, a síndrome do pânico.


Cuide da sua saúde emocional.


Vá ao médico.


Procure ajuda.


Aceite medicação se for necessário.


A cura é um conjunto de ações.


É um passo de cada vez.


Cristiane Garcia

43 anos

Mãe , fotógrafa, professora de formação e atuação por muitos anos e, hoje, trabalha com marketing no Colégio Atibaia.

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